Peixes esportivos de água doce do Brasil

Um peixe para ser considerado esportivo deve despertar o interesse do pescador em capturá-lo, seja pela sua raridade, pelo seu tamanho e peso, pela sua beleza, pelos seus hábitos… São diversos os fatores que podem levar um peixe a ser considerado esportivo.

O Brasil é um santuário para diversas espécies de peixes para a pesca esportiva e amadora.

Neste artigo vamos identificar algumas espécies brasileiras que podem ser consideradas esportivas. É uma pequena lista, já que o Brasil tem milhares de espécies, e portanto, vamos pegar um exemplar de cada bioma.

Tucunaré

O tucunaré, mais especificamente o Chicla sp., é o rei da pesca esportiva da Amazônia. Esse peixe atrais os pescadores principalmente por causa do combate que ele dá durante sua captura, mas também pelo seu tamanho e peso. Tucunarés atraem pescadores do mundo inteiro para pescá-lo.

É um peixe com corpo alongado, de escamas, podendo medir de 30 centímetros a 1 metro, dependendo da espécie. Existem 14 espécies de tucunaré, cada um com uma característica própria de cor.

Esse peixe habita a bacia amazônica, em especial os rios Negro, Madeira, Araguaia, Xingu, Tocantins, Tapajós e muitos outros.

De hábito diurno, esses peixes habitam lagos, lagoas e bocas de rio, e não é uma espécie que faz migração.

Para pescá-lo, é importante uma vara média ou pesada, linhas de 17 a 30 e anzóis 2/0 ou 4/0. As iscas podem ser naturais, mas iscas artificiais de superfície são mais emocionantes porque o tucunaré arrebenta a superfície para capturá-las.

Dourado

O dourado é um belo peixe da região do Pantanal que também atrais pescadores do mundo inteiro. Seu nome científico é Salminus maxilosus e ele habita a bacia do Prata (como o rio Paraná), bacia do Rio Malagdena e nos rios da bacia amazônica peruana.

De coloração característica amarela, ele também é conhecido pelo nome de pirajuba, que em tupi antigo significa peixe amarelo. Peixe de escamas, tem um reflexo dourado e nadadeira e barbatanas avermelhadas. Podem alcançar até 1 metro e cerca de 20kg.

O dourado se alimenta de peixes menores, habitam bocas de rios mas realizam grandes distâncias durante as migrações reprodutivas.

Novamente temos aí um peixe combativo que oferece bastante resistência ao ser fisgado, oferecendo luta contra o pescador.

Portanto, é importante varas de média a pesada, com linhas de 17 a 30, e anzóis 5/0 e 8/0. É indispensável empate de arame ou cabo de aço com pelo menos 30cm. Quanto as iscas, plugs de meia água costumam oferecer o melhor desempenho, embora iscas naturais também funcionem bem.

Matrinxã

A matrinxã, nome comum para diversas espécies de Brycon sp., é um peixe da bacia amazônica, Araguaia e Tocantins, mas que também pode ser encontrado na bacia do Rio São Francisco.

Muito visado comercialmente, é conhecido como o Salmão de água doce, por causa de sua carne rosado-alaranjada. Suas escamas lhe conferem uma coloração prateada e tem nadadeiras alaranjadas com a cauda prateada escura.

Pode alcançar até 80 centímetros e 5 kg. É onívoro, se alimenta de folhas, frutos, insetos e pequenos peixes. Faz migrações reprodutivas e se movimenta em cardumes.

Para pescá-lo você precisará de vara média, linha de 10 a 17 e anzóis 2/0 a 6/0. Iscas artificiais como plugs e colheres funcionam, bem como iscas naturais como frutos, flores, insetos, minhocas e carne de boi.

Conclusão

Neste artigo, mostramos 3 espécies de peixes esportivos de água doce do Brasil. Elas são conhecidas internacionalmente e atraem pescadores do mundo inteiro. A variedade de espécies existentes aqui confere ao Brasil um destino para a pesca esportiva globalmente conhecido.