Equipamentos básicos para pesca

O primeiro ponto que tem que ser levado em conta é o local onde você irá pescar. Isso define tudo, desde itens básicos como roupa para proteger do sol ou do frio, calçados apropriados, entre outros.

Itens de sobrevivência

Alguns itens podem ser considerados como básico em qualquer região, são eles:

  • Repelente (você nunca sabe quando irá precisar dele, até que precise)
  • Boné ou chapéu
  • Protetor solar (até se você for pescar no polo norte, o sol te alcança lá, esteja preparado!)
  • Bússola (é bom para se orientar)
  • Lanterna
  • Kit de primeiros socorros
  • Apito
  • Água (o suficiente para ter de reserva caso ocorra algum imprevisto)
  • Alimento (mesmo conselho que a água)

Essa lista pode variar de pessoa para pessoa, mas esteja preparado para qualquer imprevisto.

Definido isso, está na hora de levar o equipamento de pesca. Da mesma forma que os itens básicos podem variar de região para região, os itens de pesca podem variar de peixe para peixe.

Antes de sair para uma pescaria, você têm que estudar muito o ambiente em que está indo, quais peixes vivem ali e quais você gostaria de pescar.

É interessante você pesquisar muito e conhecer o ambiente ao redor, pegar dicas com pescadores mais experientes e até mesmos em dicas em lojas que vendem materiais de pesca.

Itens de pesca

Segue uma lista de itens que você precisará:

  • Vara de pescar
  • Linha de pescar (parece básico, mas já vi gente esquecer de levar)
  • Molinetes
  • Carretilhas
  • Snaps

Além disso você precisará definir quais iscas artificiais e naturais são necessárias para fisgar o seu peixe.

Tente participar de grupos de pescaria, leia livros para entender melhor como cada peixe se comporta em cada ambiente.

Uns livros que indico são:

Esses livros vão te dar uma base necessária de quais equipamentos levar.

Licença de pesca

Criei um tópico específico para isso porque é um dos itens mais esquecidos. Sem a sua carteirinha de pesca você pode ter problemas e pode até ter todo o material recolhido e toda sua pescaria vai para água abaixo.

Hoje existem dois tipos de carteirinhas:

  • Tipo A: permite que você pesque mas sem utilizar um barco ou qualquer outro tipo de embarcação
  • Tipo B: que permite que você pesque utilizando qualquer tipo de embarcação.

Como as regras mudam muito no decorrer de um ano para o outro, vou deixar aqui esse link direto para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de como você pode realizar o seu cadastro.

Equipamentos para montar uma peixaria

Você é elogiado entre seus conhecidos como um bom pescador. Pescar é uma atividade que você ama e você conhece profundamente as diversas espécies de peixes, além do trato e preparo. Seus amigos sempre encomendam peixes para você e sempre recorrem a você para qualquer assunto relacionado a peixe. Você já pensou em abrir uma peixaria.

Então vamos avaliar alguns pontos sobre essa atividade e qual a estrutura e equipamentos necessários para abrir uma peixaria.

Estrutura

Uma peixaria deve seguir as normas indicadas pela Secretaria de Aquicultura e Pesca. As principais normas são as seguintes:

  • Na área de manuseio do peixe, as paredes, piso e teto devem ser de cor clara e materiais impermeáveis e laváveis, como azulejos. O piso deve ter caimento para ajudar no escoamento de água até a drenagem.
  • A instalação deve ter água corrente.
  • Os equipamentos, móveis e utensílios que entrarem em contato com o alimento não podem ser feitos de substância tóxica.
  • A área de atendimento deve dispor de um display exibindo os peixes em freezers ou balcões frigoríficos.
  • É preciso ter um local adequado para dispor o lixo, em área externa.
  • O peixe deve ser sempre acondicionado em local com baixa temperatura para a conservação do alimento.

É possível montar uma peixaria em locais de até 60m2, incluindo:

  • Recepção
  • Seleção dos peixes
  • Armazenamento
  • Limpeza
  • Resfriamento
  • Mostruário
  • Caixa

É importante checar na prefeitura de sua cidade as normas específicas para a atividade em sua região, uma vez que as regras diferem bastante de localidade para localidade.

Móveis e equipamentos

Para uma peixaria, é importante ter os equipamentos e utensílios corretos para a atividade.

A quantidade de móveis é dependente do volume de clientes esperado para a peixaria.

Nós avaliamos que os seguintes equipamentos devem atender uma peixaria pequena na parte da produção:

  • 1 balcão frigorífico
  • 1 freezer para congelados
  • 1 bancada de inox
  • 2 descamadores de peixes
  • 2 freezers (mais dependendo da diversidade de peixes vendidos)
  • 1 mesa para limpeza
  • 1 balança eletrônica regulamentada e lacrada
  • Utensílios de corte e limpeza

Para a área administrativa, consideramos adequado o seguinte:

  • 1 mesa
  • 2 cadeiras
  • 1 armário
  • 1 computador com impressora
  • 1 emissor de cupom fiscal
  • 1 telefone
  • Maquinhas para receber cartão

Lembrando que é obrigatório o uso de EPIs – Equipamentos de Proteção Individual – para a área produtiva, além de equipamentos necessários para a correta higiene do ambiente: luvas, botas, aventais, máscaras, toucas. Novamente, procure a prefeitura da cidade para obter mais informações sobre os equipamentos necessários.

A importância do peixeiro em uma peixaria

Há algum tempo, o SEBRAE montou uma manual sobre como abrir uma peixaria como negócio. É um artigo muito bom e recomendo que os leitores leiam.

Neste artigo, nós vamos passar mais algumas dicas que acreditamos que faltou no artigo do SEBRAE, sobre alguns pontos que achamos importantes.

A quantidade do pessoal

A parte de pessoal está meio confusa no manual do SEBRAE. Para resumir, eles indicam o seguinte pessoal:

  • 2 pessoas na produção (peixeiro e caixa)
  • 1 administrativo ou auxiliar de limpeza

A importância do peixeiro

O manual também dá muita ênfase em como deve ser dada a atenção em relação à higiene, limpeza e asseio do ambiente e dos funcionários.

Sim, essas são questões importantes, e fundamentais para quando for montar uma peixaria, no entanto, nós entendemos que não houve atenção especial ao fator principal da criação de uma peixaria, que é a qualidade do peixeiro.

O funcionário que irá trabalhar com o peixe precisa conhecer muito bem o animal que vende. Esse é um ponto fundamental.

O funcionário pode ser somente uma pessoa que pega o peixe escolhido, pesa e entrega para o cliente? Pode. Muitas vezes nós mesmos já fomos atendidos por pessoas assim, e qual foi a nossa experiência? Acredito que não muito boa, não é mesmo?

Agora, um funcionário que conhece o peixe, sabe sugerir modos de preparo, substituições caso não tenha o pedido pelo cliente, sabe destrinchar, descamar, desossar, porcionar, realmente atender o cliente? Essa pessoa faz o diferencial da peixaria.

Como encontrar o funcionário ideal

Este funcionário não é fácil de encontrar. Mesmo os vendedores de uma feira do peixe em sua cidade podem não ter todas as qualidades necessárias para um bom atendimento, o conhecimento de todos os produtos vendidos na peixaria, o preparo dos vários tipos de peixe…

Certamente, o mais fácil é treinar o funcionário que vai mexer com o peixe. E este não deve ser um grande problema por alguns motivos:

Todo funcionário gosta de treinamento. O funcionário sempre se sente valorizado quando recebe treinamento. Além de aprender uma coisa nova, ele se sente bem porque tem o prospecto de trabalhar com coisas diferentes do que ele já faz e também tem a expectativa de ter mais importância dentro da empresa e ganhar mais.

Além disso, não é difícil encontrar bons treinamentos relacionados a este profissional. O próprio SEBRAE já oferece cursos nas áreas de vendas e atendimento, que são ótimos para ajustar o nível de atendimento do funcionário.

Em diversas cidades, o SENAI oferece cursos na área de tratamento dos diversos tipos de peixes e frutos do mar, que são muito úteis para o peixeiro.

Em algumas cidades, o SENAC oferece cursos de culinária focados em peixes que podem servir para dar aquela diferenciada no seu serviço.

Conclusão

Este foi apenas um artigo tentando demonstrar a importância de um peixeiro dentro de uma peixaria e como você, dono de uma peixaria, pode formar um ótimo profissional para que você possa se destacar no seu comércio.

5 erros de pescaria que todos cometem

Não dá pra ser perfeito na pescaria sempre, não é mesmo?

Ainda assim, existem alguns erros que são tão comuns que provavelmente você já fez.

Veja agora os 5 erros de pescaria mais comuns.

Erro 1: Não se preparar com antecedência

Quantos de nós não chegamos na pescaria e descobrimos que esquecemos alguma coisa muito importante?

Todos ouvimos histórias assim: é uma isca que não foi levada, a linha que não era adequada, o protetor solar esquecido em casa. Já ouvi história até de gente que só quando chegou na pescaria, lembrou que não tinha trazido as varas!

Para isso não acontecer, faça o seguinte:

  • Estude o peixe que irá pescar
  • Faça um checklist das coisas que precisará levar
  • Prepare o equipamento com um dia de antecedência

Erro 2: Não conhecer as marés

Essa é para os pescadores de mar: já foi pescar e de repente se viu obrigado a mudar de lugar porque a maré começou a encher? Ou pior, ficou impossibilitado de sair porque a maré obstruiu o caminho?

Isso é por causa da falta de atenção com a maré. Se a maré está enchendo, porque você vai se posicionar em pedra molhada? Se a pedra está molhada foi por onde a água passou e logo você poderá estar em uma situação de perigo.

Conhecer a maré é uma obrigatoriedade para o pescador de mar.

Erro 3: Peso da linha incorreto

É preciso tomar cuidado com o peso correto da linha. Usar uma linha fina demais, que permitiria maior arremesso, pode acabar arrebentando e o peixe levar embora. Portanto, sempre veja qual a linha correta de acordo com o peixe.

Mas tome cuidado para não usar uma linha mais pesada que a vara! Em um estouro, a linha pode aguentar, mas transmitir a força para a vara, efetivamente quebrando-a! Então nada de utilizar uma linha muito acima da vara!

Erro 4: Deixar o peixe morrer na água

Isso é um erro muito comum de pescadores iniciantes: ele pesca e coloca o peixe em um balde d’água. O peixe permanece ali até morrer por falta de oxigênio.

Além de não ser ético, o peixe nessas condições pode obter alguma bactéria e tornar a carne imprópria para o consumo. Além disso, alguns peixes precisam de sangramento para a correta obtenção da carne.

Para os peixes que não precisam de sangramento, um golpe na cabeça com uma faca ou um objeto contundente é a forma mais rápida e ética para matar o peixe.

Erro 5: Levar o material sujo depois da pesca

Esse é um erro que tanto iniciantes quanto experientes costumam fazer: depois da pescaria, simplesmente empacotam tudo e vão embora.

É imprescindível lavar o material depois da pesca. A sujeira impregnada na vara, linha, anzóis, facas, etc vai secar e ir pouco a pouco deteriorando sua tralha até o ponto de deixá-la inutilizada.

Portanto, lave seu material antes de ir embora. Falta de água não é desculpa!

Como planejar uma viagem para pesca esportiva

Então você decidiu sair para uma viagem para pescar? Vem aquela sensação misturada de alegria, ansiedade e satisfação. Em breve você poderá estar frente a frente com animais formidáveis e enfrentar boas batalhas.

Mas, dependendo do tamanho dessa viagem, é natural se sentir confuso. O que levar? Quanto custará? Como planejar uma viagem para pesca esportiva? É o que trataremos nesse artigo.

Objetivo

A primeira coisa a se pensar é qual é o objetivo dessa viagem. Em geral, nós começamos por um local que gostaríamos de conhecer (ou já conhecemos muito bem) e simplesmente vamos.

Em outras ocasiões, nós queremos pescar um peixe específico, por exemplo, uma matrinxã, um dourado, ou agulhão bandeira. Neste caso, a primeira coisa a se fazer é identificar onde encontrar esse animal. Nos temos alguns artigos que mostram onde encontrar alguns dos principais peixes esportivos do Brasil, como: peixe de água doce e peixes de água salgada.

Com o local definido, passamos ao planejamento do local.

Local

O local da pesca vai fazer muita diferença em vários aspectos da viagem. Primeiramente porque a distância desse local vai impactar no tempo necessário para a viagem e provavelmente também no custo da viagem.

Também é preciso planejar todo o translado, desde a saída da sua casa até o local. Como vocês irão viajar? Se for necessário pegar avião ou ônibus, é preciso comprar passagens com antecedência.

Onde serão os pontos de encontro? Vocês precisarão alugar carros, ou já vão de carros desde a sua casa? Para ter acesso a esse local, é necessário carro tracionado?

Chegando no local, é necessário avaliar a necessidade de barcos, e só aí já é uma imensidão de variáveis. Diferentes corpos d’água requerem diferentes embarcações. Lagos tem requisitos diferentes de rios que tem requisitos diferentes e alto mar. Cada embarcação precisa de seu próprio conjunto de equipamentos e obviamente não se pode esquecer dos equipamentos de segurança como coletes salva-vidas e botes de emergência.

É preciso descobrir também se é necessário algum tipo de autorização, seja particular ou do controle ambiental, para realizar a pesca neste local. Também será necessário avaliar a necessidade de um guia.

Algumas perguntas a serem respondidas durante o planejamento:

  • Qual a distância até lá?
  • Como chegarei até lá? Avião? Carro? Barco?
  • Quanto tempo será o translado?
  • O carro precisa ser tracionado? Será alugado, próprio, emprestado?
  • Quais os requisitos para o barco? Tamanho, motorização, capacidade, equipamentos de segurança, piloto/comandante?
  • Quais são as autorizações necessárias?
  • Será necessário um guia?
  • Quanto custará o pesqueiro?

Tempo

Diferentes objetivos têm diferentes custos de tempo. É preciso planejar a viagem com base no destino para saber quanto tempo dedicar a esta aventura.

Pouco se pensa, mas a localização do destino pode ser um fator principal para o tempo. Se o local for muito distante, é preciso dedicar mais tempo para o translado. Também será necessário avaliar o tempo gasto com cada etapa do translado. Aviões só saem com hora marcada. Estrada de terra demora mais para trafegar que asfalto. Trechos de barco costumam demorar mais.

Também é necessário pensar no objetivo em relação ao tipo de pesca. Como você bem deve saber, os peixes não pulam diretamente para o seu barco. Nem tampouco pegam sua isca só porque ela está lá. Então é preciso deixar um tempo suficiente para que a pesca seja produtiva. Claro, sair para pescar pela manhã e voltar à tarde pode ser relaxante, mas se você quer ter mais segurança no resultado da pesca, é interessante reservar alguns dias para a prática.

Neste caso, é importante pensar em como arranjar tempo para a prática. Dependendo dos fatores, a pescaria pode levar de um final de semana até algumas semanas. Sendo assim, você poderá se ausentar do trabalho por tantos dias? Seu companheiro/companheira, se não participar da aventura com você, está convencido de ficar? Quanto ao trabalho, muitas pessoas pedem férias do trabalho para pescar, principalmente em grandes eventos de pesca, que duram vários dias.

Fatores que influenciam o tempo para a viagem:

  • Distância do local
  • Meios de transporte para o traslado
  • Tipo de pesca
  • Tempo extra para garantir o resultado
  • Tempo possível de licença de trabalho

Custo

Mais uma vez, o destino pode afetar drasticamente o custo da sua viagem. Pescarias de 1 dia, perto da cidade, costumam ser bem baratas e praticamente não se precisa pensar no custo.

Mas viagens para pesca esportiva costumam ter um custo elevado e é importante fazer um planejamento prévio para ver a necessidade de provisionar uma quantia para a viagem.

O trajeto até o destino já impacta severamente o custo. Se você está viajando de avião ou ônibus, é preciso avaliar o preço das passagens. Se for um carro alugado, é necessário provisionar o preço do aluguel. Com carro alugado ou próprio, é necessário arcar com o custo do combustível.

Se forem usar barco, diversos custos estão envolvidos: aluguel da embarcação, diária do piloto e tripulação, bem como o combustível.

Para o local, será necessário ver a necessidade da diária do pesqueiro, entradas, licenças e autorizações, diária de guia.

Se não forem dormir em local próprio ou tendas, então é importante checar os preços de hotéis ou pousadas na região.

Isso sem contar dos próprios consumíveis da tralha: linhas, iscas, anzóis, etc.

E por último, mas não menos importante, o custo de comida para todos esses dias: café da manhã, almoço e janta, seja em restaurantes, hotel ou no barco. Não esquecer também de contabilizar as refeições durante o translado.

Se a duração da viagem é mais longa, é importante fazer uma planilha com todos esses custos. Pode ser que você se assuste com o valor final! Depois é só correr atrás do dinheiro. Uma dica: se você estiver tirando férias, talvez seja possível adiantar metade do décimo terceiro salário ou vender parte de suas férias. Existem alguns sites que fazem esse cálculo de férias e você pode ver certinho a quantia. Outra forma de fazer é dividir o custo da viagem entre os participantes.

Fatores que influenciam o custo

  • Tempo de viagem
  • Passagem de avião e ônibus
  • Guias turísticos
  • Licenças
  • Reserva de hotéis e pousadas
  • Diárias de pesqueiro
  • Aluguel de carro e barco
  • Diária de piloto
  • Combustível de carro e barco
  • Comida (tanto para levar quanto restaurantes)
  • Tralha (iscas, anzóis, linha, chumbada, etc)

Equipamento

Por fim, é necessário pensar em todo o equipamento necessário. Vamos dividir aqui em 3 categorias:

Tralha

O equipamento de pesca está completamente relacionado ao tipo de peixe e local da pesca. Estamos falando de varas, molinetes e carretilhas, caixa de pesca, linhas, anzóis, chumbadas, iscas (naturais ou artificiais), facas e demais equipamentos necessários para o tipo específico de animal que pescará.

Itens pessoais

A começar pelas roupas, é importante estar vestido corretamente para a pesca. Um item que não pode faltar é o chapéu já que ele evita insolação. Use roupas leves, mas não necessariamente fique descoberto: o sol pode queimar a pele e as vezes é preferível usar blusas com manga longa e calças de tecido apropriado para evitar o sobreaquecimento da pele.

Se você vai passar vários dias pescando, lembre de preparar uma mala e colocar roupas para os dias. Se for lavar roupa, lembre de sabão.

Também é importante levar repelente, caso vá pescar na beira de rio e filtro solar, para todos os casos. E equipamentos de higiene pessoal: toalha, escova de dente, pasta de dente, papel higiênico.

Comida

Lembre-se de preparar comida para o tempo que ficar nos dias pescando bem como caixas térmicas para acondicioná-las.

Itens opcionais

Alguns itens são necessários para o conforto ou dependendo de como será a pescaria.

É confortável levar cadeiras se o local não dispuser, como por exemplo for pescar em beira de rio.

Se for dormir no local e não tiver abrigo, leve tendas ou barracas, bem como colchonetes ou sacos de dormir.

Mesmo se for dormir em camas na casa no pesqueiro, é provável que você precisará levar lençóis, colchas e travesseio.

Resumo de equipamento

  • Comida
  • Repelente
  • Filtro solar
  • Roupas
  • Tendas
  • Equipamento para dormir (cama, lençóis)
  • Facas
  • Equipamento de cozinha (panelas, isqueiro, fluido para fogo)

Peixes esportivos de água salgada do Brasil

Em outro post mostramos alguns dos peixes mais famosos da pesca esportiva em água doce aqui do Brasil. Hoje nós iremos falar um pouco das espécies de água salgada que podemos encontrar em nosso País.

Peixes de pesca esportiva em água salgada podem ser encontrados em toda a costa do Brasil, em diferentes épocas do ano. A pesca pode ser feita em solo, seja em praias ou cais, como também em alto mar com ajuda de barcos.

Hoje nos concentraremos nas espécies mais conhecidas da pesca esportiva.

Atum

O atum, nome científico Thunnusspp, é um peixe bastante conhecido tanto comercialmente quanto esportivamente.

Eles são famosos por terem uma hidrodinâmica muito boa. A cauda é bastante estreita comparada ao resto do corpo. São peixes que alcançam até 700kg dependendo da espécie. No Brasil, eles podem ser encontrados do Rio Grande do Sul ao Amapá.

As espécies se concentram de acordo com a temperatura da água. Eles podem ser encontrados sozinhos ou em cardumes. Os cardumes são especialmente encontrados no litoral da região Nordeste.

Eles podem ser pescados mais em alto mar, já que dificilmente se aproximam da costa. Como são animais pesados, é necessário equipamento pesado, com linhas de 20 a 100 e anzóis de 3/0 a 8/0. As iscas naturais podem ser peixe voador, sardinhas e lulas. Iscas artificiais de superfície também funcionam bem.

Barracuda

É um peixe de escamas; corpo alongado e boca grande e pontuda; dentes afiados. A cor é prateada, com manchas pretas irregulares ao longo do corpo, especialmente perto da cauda, o que distingue esta espécie das 20 ou mais espécies de barracudas de pequeno porte. No Brasil, a espécieSphyraena barracudapode ser encontrada em partes da costa do Nordeste, Sudeste e Sul, especialmente em Abrolhos e Fernando de Noronha.

Pode ser encontrado em região de mangue, alto mar, portos, naufrágios e corais, basicamente onde podem ser encontrados pequenos peixes, de quem se alimentam. Barracudas jovens e pequenas formam cardumes, enquanto os adultos maiores são solitários. São agressivos e ótimos para a prática esportiva.

O equipamento deve ser médio a pesado, com linhas de 20 a 30. Pequenos peixes funcionam como isca natural e iscas artificiais de superfície funcionam bem.

Agulhão Bandeira

O Agulhão bandeira é talvez o peixe esportivo mais reconhecido do Brasil, principalmente devido a propagandas de cigarro na década de 80, sua grande nadadeira dorsal e o bico em forma de espada.

Seu nome científico é Istiophorusalbicans e ele pode ser encontrado em toda a costa do Brasil, em águas profundas, embora habitem águas mais quentes da superfície. Possui escamas prateadas, com reflexos amarelos e verdes, e listras escuras verticais por todo o dorso. Nadadeiras são escuras, e são uma das espécies mais rápidas, alcançando até 60 km por hora. Também é um peixe bastante esportivo, oferecendo grandes saltos durante a captura.

O Agulhão bandeira é solitário, mas forma cardumes no período reprodutivo. Eles são carnívoros, se alimentando de pequenos peixes, moluscos e crustáceos.

Equipamentos pesados devem ser utilizados, com linha 20 a 50. Pequenos peixes e polvos podem ser utilizados como isca natural e como isca artificial a mais recomendada é o farnagaio.

Peixes esportivos de água doce do Brasil

Um peixe para ser considerado esportivo deve despertar o interesse do pescador em capturá-lo, seja pela sua raridade, pelo seu tamanho e peso, pela sua beleza, pelos seus hábitos… São diversos os fatores que podem levar um peixe a ser considerado esportivo.

O Brasil é um santuário para diversas espécies de peixes para a pesca esportiva e amadora.

Neste artigo vamos identificar algumas espécies brasileiras que podem ser consideradas esportivas. É uma pequena lista, já que o Brasil tem milhares de espécies, e portanto, vamos pegar um exemplar de cada bioma.

Tucunaré

O tucunaré, mais especificamente o Chicla sp., é o rei da pesca esportiva da Amazônia. Esse peixe atrais os pescadores principalmente por causa do combate que ele dá durante sua captura, mas também pelo seu tamanho e peso. Tucunarés atraem pescadores do mundo inteiro para pescá-lo.

É um peixe com corpo alongado, de escamas, podendo medir de 30 centímetros a 1 metro, dependendo da espécie. Existem 14 espécies de tucunaré, cada um com uma característica própria de cor.

Esse peixe habita a bacia amazônica, em especial os rios Negro, Madeira, Araguaia, Xingu, Tocantins, Tapajós e muitos outros.

De hábito diurno, esses peixes habitam lagos, lagoas e bocas de rio, e não é uma espécie que faz migração.

Para pescá-lo, é importante uma vara média ou pesada, linhas de 17 a 30 e anzóis 2/0 ou 4/0. As iscas podem ser naturais, mas iscas artificiais de superfície são mais emocionantes porque o tucunaré arrebenta a superfície para capturá-las.

Dourado

O dourado é um belo peixe da região do Pantanal que também atrais pescadores do mundo inteiro. Seu nome científico é Salminus maxilosus e ele habita a bacia do Prata (como o rio Paraná), bacia do Rio Malagdena e nos rios da bacia amazônica peruana.

De coloração característica amarela, ele também é conhecido pelo nome de pirajuba, que em tupi antigo significa peixe amarelo. Peixe de escamas, tem um reflexo dourado e nadadeira e barbatanas avermelhadas. Podem alcançar até 1 metro e cerca de 20kg.

O dourado se alimenta de peixes menores, habitam bocas de rios mas realizam grandes distâncias durante as migrações reprodutivas.

Novamente temos aí um peixe combativo que oferece bastante resistência ao ser fisgado, oferecendo luta contra o pescador.

Portanto, é importante varas de média a pesada, com linhas de 17 a 30, e anzóis 5/0 e 8/0. É indispensável empate de arame ou cabo de aço com pelo menos 30cm. Quanto as iscas, plugs de meia água costumam oferecer o melhor desempenho, embora iscas naturais também funcionem bem.

Matrinxã

A matrinxã, nome comum para diversas espécies de Brycon sp., é um peixe da bacia amazônica, Araguaia e Tocantins, mas que também pode ser encontrado na bacia do Rio São Francisco.

Muito visado comercialmente, é conhecido como o Salmão de água doce, por causa de sua carne rosado-alaranjada. Suas escamas lhe conferem uma coloração prateada e tem nadadeiras alaranjadas com a cauda prateada escura.

Pode alcançar até 80 centímetros e 5 kg. É onívoro, se alimenta de folhas, frutos, insetos e pequenos peixes. Faz migrações reprodutivas e se movimenta em cardumes.

Para pescá-lo você precisará de vara média, linha de 10 a 17 e anzóis 2/0 a 6/0. Iscas artificiais como plugs e colheres funcionam, bem como iscas naturais como frutos, flores, insetos, minhocas e carne de boi.

Conclusão

Neste artigo, mostramos 3 espécies de peixes esportivos de água doce do Brasil. Elas são conhecidas internacionalmente e atraem pescadores do mundo inteiro. A variedade de espécies existentes aqui confere ao Brasil um destino para a pesca esportiva globalmente conhecido.